Depois de 30 minutos
perdidos e uma ligação para um sábio, finalmente eu e meu motorista (também
conhecido como papai) chegamos ao Arena Futebol Clube onde já estava rolando o
Festival Ciranda do Rock .
Quando chegamos o local
estava praticamente vazio, com no máximo umas 30 pessoas. Nessa altura do
campeonato a banda Os Cabeloduro já tocavam. Eles que são uma banda conhecida
de punk/hardcore de Brasília. Enquanto tocavam uma rodinha punk se formou, e
foi ficando cada vez mais animada, principalmente durante a música "punk
rock song" que fez todos os punks gritarem com força e orgulho: "O
punk rock não morreu".
Depois de arrumarem o
palco a banda que tocou era o The Salad Maker de São Paulo. Eles tinham um som
gostoso no estilo anos 50, meio old, que combinava com as roupas que usavam.
Com vários backing vocals, eles animaram bastante a platéia, que reagiu bem ao
estilo, dançando e cantando junto com o grupo.
Em seguida a banda que
tocou foi a Apolonio, também de São Paulo. Eles tinham uma formação que de inicio
me deixou meio duvidosa. Devido ao fato de terem percussão (além da bateria) e
sanfona. Mas o grupo não falhou, tocaram um rock exemplar e criativo. Um dos
destaques da banda foi o uso do megafone em algumas músicas pra demonstrar um
tipo de protesto.
A próxima banda era muito
esperada e trouxe muita gente pra perto do palco. Os Sabonetes, de Curitiba, com
um som divertido e diferente animou bastante a platéia, que cantou várias
músicas que já eram bem conhecidas. Eles tocaram muito bem e tenho certeza que logo
vão ser sucesso nacional.
Mais esperada ainda era a
banda Hateen, que já tem muito tempo na estrada e pela primeira vez tocou em Brasília.
O show mobilizou quase todo o público pra perto do palco e lá se formou uma
roda punk que não cessou até acabassem-se as musicas. O público realmente enlouqueceu
enquanto eles tocavam, e pra finalizar o show com muita energia eles tocaram um
cover que animou mais ainda o publico, de “Breed”, do Nirvana.
A atração principal da
noite subiu ao palco e me lembrou de quando ainda era criançinha e ouvia rock
antes de dormir. O Plebe Rude mostrou o que é usar a música como forma de
protesto, tocaram músicas bastante conhecidas e ainda fizeram uma homenagem ao
Rédson, do Cólera, que infelizmente morreu nesse ano. O show deles foi
realmente muito bom, bastante movimento no palco e ânimo contagiaram todos que os
assistiam. Grudada na grade eu pude ver todos os movimentos de um grande
exemplo pra mim, um dos caras mais importantes da cena punk brasileira,
Clemente, que realmente fez um show na guitarra e no vocal. Pra melhorar ainda
tive a chance de oferecer pra ele e pro segurança um pouco do meu Cebolitos.
Depois de assistir vários
shows, tive que ir embora sem ver Galinha Preta, Trampa, Diloo Daraujo e
Faluja, todos de Brasília, mas fica pra próxima! Parabéns pra produção do
evento e pra todas as bandas que tocaram, mandaram muito bem!
Espero mais eventos que
valorizem as bandas do Brasil, nós também fazemos rock, e um rock muito bom.
Muito
punk, hardcore e rock pra vocês
Queróls
Queróls
2 comentários:
Cheguei lá ainda 'tava na primeira banda e se tinha 10 pessoas contando comigo e com a Luuh era muito. Apesar de depois ter chegado mais gente ainda achei que foi pouco para um festival gratuito e com tantas bandas boas.
Sabonetes foi muito muito bom. Um dos melhores shows que eu já fui, sério. Se no CD eles são bons, ao vivo é melhor ainda. E eu ainda peguei a palheta do Artur! *-*
Show da Plebe foi trilouco e o Capucci me deu a baqueta dele. *O*
Muito bom ,Carol .Pena que mudaram a data , se nao teriia mais publico !
Postar um comentário